Heroínas conquistam protagonismo em Hollywood e inspiram uma nova geração de atrizes.

 

Desde que Viúva Negra, sucesso estrelado por Scarlett Johansson, bateu recorde de audiência com $379 milhões de dólares em bilheteria global no ano passado, Hollywood precisou rever um velho conceito: de que protagonistas mulheres em filmes de ação geram baixas receitas. O filme foi a quarta maior bilheteria do ano e a segunda produção da Marvel Studios liderada exclusivamente por uma personagem feminina, depois de Capitã Marvel em 2019, que faturou cerca de $1 bilhão de dólares.

Vem daí que, em 2022, uma legião de heroínas promete invadir as telas dos cinemas e dos streamings. Começando por Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen), de WandaVision, série original de maior sucesso na Disney+ no ano passado. A personagem retorna em Doutor Estranho no Multiverso da Loucura como antagonista de Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) e com direção de Sam Raimi, o mesmo da trilogia Homem-Aranha. “Espero que no futuro seja evidente que quanto mais perspectivas houver em uma história, tanto na tela quanto atrás da câmera, melhor será o resultado final”, declarou a criadora de WandaVision, Jac Shaeffer.

A lista de heroínas da MCU nas telas este ano é extensa e inclui Jane Foster, vivida por Natalie Portman, que retorna como Mighty Thor em Thor: Amor e Trovão, nos cinemas em 8 de julho. Tem também She-Hulk, interpretada por Tatiana Maslany, o trio Gamora (Zoe Saldaña), Nebula (Karen Gillan) e Mantis (Pom Klementieff) em Guardiões da Galáxia Vol. 3, e Shuri que deve conquistar o papel principal em Pantera Negra Wakanda Para Sempre.

As super-heroínas da DC também entram em ação em 2022 em uma série de produções incluindo Naomi, Batwoman e Stargirl. “Os fãs de quadrinhos são os melhores fãs que você pode ter”, afirma a brasileira Alice Braga, que viveu a libertária Sol Soria em Esquadrão Suicida 2. No ano passado, a atriz viveu também a médica com superpoderes Cecilia Reyes em Novos Mutantes, da Marvel. “Para uma fã e nerd como eu, isso é um troféu!”, disse a atriz. 

Photo: Dylan Keith
A brasileira Carolline Salomão: preparo extra para atuar em filmes de ação. Photo: Dylan Keith

O pelotão das heroínas no cinema tem inspirado uma nova geração de atrizes rumo à Hollywood. Natural de Ribeirão Preto, Carolline Salomão já atuou em diversos filmes internacionais de ação, incluindo Vidro com Bruce Willis e Samuel L. Jackson, e Bond and Holmes: Anti-Heroines (sem tradução para português), no papel de Charlotte Holmes. “Em vez de viver a mocinha que precisa ser protegida pelo herói, as mulheres estão ganhando protagonismo nas histórias de ação”, comenta. De olho nas oportunidades desse mercado, Carolline pratica jiu-jitsu, taekwondo e cavalgada, além de aulas de screen combat, técnica especial para luta em filmagens. Foi por conta dessas habilidades que em A Beautiful Debt (ainda sem título em português), curta gravado em janeiro deste ano em Londres, a atriz dispensou o apoio de dublê nas cenas de luta. “Existe uma demanda grande dos estúdios por novos talentos que possam lutar e encarnar heroínas com maestria”, afirma Carolline, que sai de gravações na Europa direto para audições em Los Angeles, na Califórnia. Ela aponta outra tendência crescente em Hollywood: mais abertura para castings estrangeiros. “É maravilhoso ver surgir papéis de heroínas de diversas origens e sotaques”, comenta a atriz que fala quatro línguas. 

Entre os destaques nessa categoria está America Chavez, vivida por Xochit Gomes, a primeira super-heroína latina da MCU presente em Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, com estreia prevista para 6 de maio.

Matéria originalmente no IG.

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